CINEMA: LIGA DA JUSTIÇA (JUSTICE LEAGUE)

Liga da Justiça (Justice League) é o mais novo filme da DC Comics, que agora reúne o grupo de super-amigos e tenta estabelecer seu universo nos cinemas, mas será que depois de tantos percalços a produtora conseguiu ter êxito em seu intento?

Alimentado por sua fé, agora restaurada, na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016), Bruce Wayne (Ben Affleck) conta com a ajuda de sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para recrutar pessoas com talentos com o objetivo de enfrentar uma ameaça nunca antes vista que pode acabar com o mundo como conhecemos.

A tal ameaça é o Lobo da Estepe, a criatura foi ganhando forças após a morte do Superman, que trouxe medo e desesperança aos habitantes do Planeta Terra, esse medo e essa ausência de uma força protegendo o nosso planeta fez com que o Lobo ressurgisse para completar sua missão frustada há muitos anos atrás, reunir as três Caixas Maternas e transformar o nosso mundo em seu inferno particular.

Quando Parademônios, criaturas que fazem parte do exército do Lobo da Estepe, começam a aparecer no nosso mundo, Bruce toma a iniciativa de convidar Diana para a “difícil” tarefa de recrutar Barry Allen, o Flash (Ezra Miller), Arthur Curry, o Aquaman (Jason Momoa) e o mais complicadinho Victor Stone, o Cyborg (Ray Fisher), pois sabe que o Lobo da Estepe está chegando e se ele reunir as Caixas Maternas a coisa vai ficar feia, bem, teoricamente deveriam ficar.

O Lobo da Estepe é um vilão fraco em praticamente todos os aspectos, criado quase que completamente em computação gráfica, o visual do vilão não me agradou, pelo contrário, chegou a me irritar.

O design dele o deixou bem parecido com aqueles vilões gigantes e emborrachados da série Power Rangers e se tem uma coisa que me deixou ainda mais irritado foi a boca da criatura que além de ter ficado esquisita, não estava sincronizada com suas falas; eu até cheguei a brincar com a minha amiga Gabriela dizendo que um grande problema desse filme é o que fizeram com as bocas, pois note que a do Superman também está estranha, pois o bigode do ator foi retirado digitalmente durante a pós produção devido à um contrato que o ator tinha com outro longa-metragem.

Tirando a parte de design, o vilão também é fraco em seus outros aspectos, pois ele é muito comum, sua motivação é a mesma de praticamento todos os vilões que vimos até aqui, incluindo o universo Marvel, (Eu quero destruir o mundo e só, sem mais explicações), além disso, ele praticamente não tem uma personalidade, é simplesmente uma coisa digital que quer matar todo mundo. Queridas Marvel e DC, queremos vilões icônicos que nos bote medo de verdade e que representem ameaças reais nos seus respectivos universos cinematográficos, é pedir demais? #ChegaDeVilãoEmbuste 

Por outro lado, a Liga em si é o grande acerto do filme, os heróis estão em perfeita química e sincronia, é lindo vê-los lutando juntos na telona! O roteiro de Chris Terrio e Joss Whedon deu destaque para cada personagem, dando o background necessário para cada um tornando possível que o público pudesse conhecer um pouco daqueles que ainda não foram apresentados formalmente. Além de equilibrar as aparições dos personagens, também equilibraram bem as piadas do filme, o que foi um grande alívio, uma vez que pelos trailers que saíram, estava com bastante medo do tom que o filme traria, isso não quer dizer que todas as piadas funcionam.

“I’m sorry, the old Batman can’t come to the phone right now” “Why?” “Oh, ‘cause he’s dead!” (oh!)

O Batman de Ben Affleck é sim o melhor Batman que vimos nos cinemas até agora (Estou falando do personagem e não de filmes dele, pois para o meu coração, a Trilogia do Nolan ainda reina), porém é notável, aliás, explícita a diferença do personagem nesse filme se comparado ao seu filme anterior, não é mais o mesmo Batman.

Gal Gadot mais uma vez encanta e arrebenta na pele de Mulher-Maravilha, Ezra Miller está divertido e bem confortável no papel de Flash e me surpreendeu por não ser tão lesado quanto o trailer aparentava ser, graças aos roteiristas temos um personagem engraçado que apesar de forçar a barra de vez enquanto, não beira o intolerável ou esdruxulo.

Momoa como Aquaman está incrível, mas também, não é tarefa tão difícil, uma vez que o personagem original é bem sem vida, graça e sal e o Cyborg de Ray Fisher é o único que ficou devendo um pouco, mas creio que o problema tenha sido mais do roteiro, que o deixou mais chato do que deveria.

Por falar em Aquaman, ao meu ver o design do mundo do personagem foi bem fraco, espero que tenha sido só algo desse filme e que o filme solo do herói tenha um visual mais inspirado, porém, de cara adorei a curta participação de Mera (Amber Heard).

O retorno de Superman também foi feito de forma bacana e as questões envolvendo os aspectos de seu retorno e as reações também foram satisfatórias, porém, poderia ter sido feito de forma melhor, poderia ter tido um fator WOOOOOW, mas okay.

“Liga da Justiça” é um filme de super-heróis bem equilibrado, com um roteiro que permite que todos os personagens sejam apresentados e se desenvolvam, o que é um baita acerto em um filme de super-equipe e com toda a certeza o grande acerto do filme que trata-se de um bom filme de super-heróis e nada mais que isso, o que já é uma grande evolução para a produtora, say Hello Suicide Squad.

As cenas de ação estão muito boas, no nível que Zack Snyder costuma nos entregar, só que permitindo mais que o público veja o que está acontecendo em cena e a química da equipe e como cada poder é utilizado nessas cenas de ação e luta foram muito bem pensados e executados.

O grande defeito do filme é não trazer um vilão marcante, o Lobo da Estepe é mais um daqueles vilões descartáveis do cinema até mesmo com direito à um feixe de luz azul sério, vocês poderia pelo menos mudar as cores desses feixes e a ameaça que ele deveria trazer consigo é inexistente no filme, perceba que o discurso de que o Lobo vai destruir o mundo e transformá-lo em seu inferno particular não condiz em nada com a ameaça que é mostrada, onde somente uma família parece ser quase afetada pela presença dos Parademônios.

Porém, precisamos considerar o fator da ameaça crescente, esperando que essa seja a representação de vilão grau subterrâneo da produtora e que a partir dos próximos filmes ela suba alguns degraus em vilania. O longa conta com duas cenas pós créditos, uma engraçadinha e outra que nos mostra um vislumbre do futuro da franquia, então, espere um pouco mais na cadeira para não perder.

Quantos cafés “Liga da Justiça” merece? gente, três cafés significa “bom” ok? até daria um 3,5, mas não tenho xícaras de café para tal.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.