CAFÉ AWARDS 2017 – Os Melhores do Ano

Eis que chegou o grande dia de eleger os Melhores do Ano de 2017, um ano cheio de lançamentos cinematográficos incríveis, discos maravilhosos, séries e continuações de cair o queixo, quadrinhos espetaculares, leituras de tirar o fôlego e alguns embustes também, coisa inevitável.

Sendo assim, decidi eleger os meus melhores do ano e as escolhas feitas aqui, foram pautadas meramente no meu gosto pessoal, os melhores aqui foram os melhores para mim e sem dúvida alguma não deve ser tomada como uma verdade indiscutível, afinal, arte é subjetiva.

Decidi montar cinco categorias diferentes para esse primeiro ano de Café Awards e as categorias foram: Filme do Ano, Disco do Ano, Série do Ano, Leitura do Ano, Quadrinho do Ano e Embuste do Ano e não pense nem por um instante que foi fácil decidir por um ou outro artista, escritor, quadrinista ou embusteiro pois, 2017 foi um ano extremamente rico em composições, canções, obras, ilustrações e falta de vergonha na cara. Sem mais delongas, vamos aos ganhadores!

Esse ano foi sem dúvida um ano maravilhoso e muito louco para os fãs de cinema, foi insano o número de lançamentos que tivemos em 2017 e não foi nada fácil tentar acompanhar uma parte deles, uma vez que cobrir todos é simplesmente impossível para esse mero mortal, sendo assim, trouxe 26 impressões de filmes aqui para o blog no ano de 2017 e dentre todos esses filmes, um merece o Café Award 2017 de Filme do Ano.

Sem dúvida alguma, o meu Filme do Ano é “IT: A Coisa” e isso não se deve apenas ao fato de amar o autor responsável pelo material que serviu de base para a readaptação da obra, a adaptação foi muito bem feita e me fez sair do cinema com um quentinho no coração que estava congelado após o fiasco que foi a tentativa de trazer o universo da “Torre Negra” para os cinemas.

O filme do argentino Andy Muschietti acerta bem no coração do fã ao retratar a essência da obra nessa primeira parte da adaptação, a amizade entre um grupo improvável de crianças e a força que essa amizade tem, a única força capaz de enfrentar um mal primal e aterrador que se alimenta do medo e das crianças em uma cidade repleta de pessoas vis. O filme pode sim ter suas falhas, nada é perfeito, porém seus acertos são bem maiores e é por isso que IT: A Coisa é o meu Melhor Filme de 2017.

Sem dúvida alguma, apesar dos discos incríveis lançados esse ano, essa foi a escolha mais fácil de ser feita pelo simples motivo de que desde o lançamento desse álbum eu o escuto todos os dias e a cada dia as letras fazem mais sentido pra mim e descubro elementos novos e surpresas meticulosamente escondidas nas canções.

Além de ser extremamente rico em composições e sonoridade, o disco é rico em alma e você pode contatar isso ouvindo a voz da interprete em suas diversas nuances, você sente a vulnerabilidade em Liability, você se anima com a felicidade em The Louvre, você sente vontade de sair na rua dançando com Green Light e definitivamente tem os mesmos questionamentos incitados por Perfect Places, não se admire se ao escutar esse disco só consiga parar quando chamarem a polícia para você (referência a canção Writer in The Dark). Sem dúvida nenhuma o disco ficará para sempre lembrado como um marco de evolução na carreira da cantora.

Para quem ainda não conseguiu descobrir qual foi o melhor disco do ano, na minha humilde opinião, baseado nas dicas acima, revelo que o Melhor Disco do Ano foi o “Melodrama”, segundo disco de estúdio da cantora Lorde.

Não foi nada fácil escolher a melhor série de 2017, pois tivemos grandes e maravilhosas produções esse ano e eu sou uma pessoa que não consegue muito bem escolher melhores e piores (esse tipo de post é um desafio).

Porém, mesmo com essa minha dificuldade, é inegável que uma série em particular se destacou muito esse ano, tanto pelos seus aspectos técnicos, roteiro e atuações, quanto pela necessária discussão que trouxe à tona em um ano que se debateu abertamente e paulatinamente o papel da mulher na sociedade, os desafios e o quanto precisamos abandonar de vez a nossa criação machista. Sem dúvida alguma, “The Handmaid’s Tale” foi a Série do Ano de 2017.

Sem dúvida alguma essa é a categoria mais complicada, é bem difícil escolher uma leitura favorita, uma vez que li diversas obras incríveis esse ano e cada uma delas acrescentou algo na minha vida e na minha estrada de leitor, para você ter uma noção, foram 68 postagens apenas sobre literatura aqui no blog em 2017 e eu nem postei por aqui sobre todas as obras que li esse ano.

Antes de chegar na minha escolha de leitura do ano, fiquei entre quatro livros bem diferentes entre si e o meu quesito de desempate foi inspiração, a leitura que mais me deixou inspirado e que mais me acrescentou como ser humano. A Leitura do Ano foi uma obra que li em conjunto com o grupo de leituras coletivas #PactoLiterário e foi a primeira obra de Ernest Hemingway que tive contato, a minha Leitura do Ano foi “O Velho e o Mar”.

Esse ano eu não li tantos quadrinhos quanto gostaria de ter lido e sem dúvida ler mais quadrinhos é uma das minhas metas para ano que vem, porém, os poucos quadrinhos que li foram incríveis e suficientes para me deixar maluco na hora de fazer a escolha.

Lembrando que as minhas escolhas não tem como base o ano de lançamento dessas obras e sim o fato de eu tê-las apreciado durante este ano. Sem mais enrolações, o meu Quadrinho do Ano foi “Desengano” do Camilo Solano, pois me identifiquei muito com a obra e particularmente acho o traço do quadrinista uma das coisas mais bonitas que já vi em quadrinhos. Aproveito para deixar minha menção honrosa ao zine “Solzinho” do mesmo quadrinista, que com pouquíssimas páginas me fez cair em posição fetal e chorar que nem criança.

Para finalizar o Café Awards 2017, chegou a hora de revelar o prêmio que ninguém quer, aquele café passado ruim, o Embuste do Ano de 2017.

Esse ano não houve atitude mais embusteira do que a decisão do canal Syfy de cancelar a série “Blood Drive”. A série abordava um futuro distópico onde os Estados Unidos foi dividido em duas partes após um terremoto. Essa divisão criou uma fenda chamada de “A Cicatriz” que começou a ser explorada pela Heart Enterprises, uma companhia cuja missão visão e valores é assumir o controle do mundo. No meio dessa loucura toda, temos a tal Corrida Sangrenta (Blood Drive), que é uma corrida realizada em carros movidos à sangue humano, uma vez que há uma crise petrolífera, onde o policial Arthur Bailey e a misteriosa Grace D’Argento são forçados a se unir para correr enquanto fazem investigações que os levará a descobrir que suas tragédias pessoais se relacionam com a Heart Enterprises.

Sem dúvida alguma, “Blood Drive” foi a série mais diferentona, estilosa, sangrenta, misteriosa, divertida e comicamente assustadora que eu pude ver em 2017 e foi bem triste a decisão do canal em cancelá-la, o jeito é torcer para que alguma produtora encontre essa pérola e que num futuro próximo eu possa gritar: A MINHA BLOOD DRIVE TÁ VIVA!!!!

Essas foram as minhas escolhas para os Melhores do Ano de 2017, espero que tenha gostado e não deixe de comentar quais foram os melhores do ano para você. Agradeço a sua companhia durante o ano de 2017 e te garanto que 2018 será um ano ainda mais incrível, recheado de conteúdo e se Deus quiser, com menos embustes!

Grande abraço e até o próximo café!

Feliz Ano Novo/Feliz Ano Todo!

6 comentários sobre “CAFÉ AWARDS 2017 – Os Melhores do Ano

  1. Jeniffer Geraldine disse:

    Adorei a escolha do filme, livro e série. A série não consegui ver em 2017, mas 2018 vai rolar hahaha.
    Bjão, Luke! Sucesso com o blog e a vida em 2018.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Ana Ramos disse:

    Preciso concordar muito com a sua escolha de filme, It ficou sensacional. Gostei demais do filme e até me senti impelida a ler o livro, mas acho que vai ficar para 2019 antes do lançamento do segundo filme…

    A série eu não quis assistir deliberadamente porque eu tinha muita vontade de ler o livro primeiro, mas ganhei de amigo oculto esse ano e já estou vendo a melhor forma de encaixá-lo no meu ano. Assim que terminar vou partir para a série com certeza!

    Esse livro do Pacto eu fiquei devendo, mas li um conto do Hemingway e acho que tá na hora de conhecer os romances.

    Jurei que você ia escolher Imagine Dragons como disco do ano xD

    Boas escolhas! Já fico imaginando o Café Awards de 2018 Hahahaha
    Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

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