CINEMA: Maze Runner – A Cura Mortal

“Maze Runner – A Cura Mortal” é o encerramento da trilogia distópica criada pelo autor James Dashner e adaptada por Wes Ball, o último filme da trilogia sofreu um longo atraso e foi lançado apenas três anos após o “A Prova de Fogo” devido ao acidente sofrido por Dylan O’Brien durante as gravações e a gravidez da atriz Kaya Scodelario, que interpretam personagens centrais da trama.

Após os eventos de “A Prova de Fogo”, Thomas (Dylan O’Brien) e seus parceiros de labirinto Newt (Thomas Brodie-Sangster) e Caçarola (Dexter Darden) se unem ao grupo de Brenda (Rosa Salazar) e Jorge (Giancarlo Esposito) para resgatar Minho (Ki Hong Lee) e outras crianças que foram capturadas pela CRUEL para servirem de cobaias.

A CRUEL captura as crianças para tentar criar a vacina que poderia salvar o nosso mundo, que está contaminado pelo Fulgor, uma doença degenerativa que transforma o hospedeiro em uma espécie de zumbi e praticamente já dizimou nosso planeta.

Enquanto Thomas e seus companheiros tentam resgatar Minho e precisam passar por diversos obstáculos no caminho até descobrirem que a única forma de salvar o amigo é invadindo a última cidade do mundo, onde foi construída a base da CRUEL, Teresa (Kaya Scodelario) que traiu seus companheiros de labirinto no último longa, agora novamente trabalha com a CRUEL para desenvolver a tal cura.

Teresa sempre foi uma personagem interessante justamente por conta desse seu conflito interno, ela não se sente confortável de renunciar aos amigos, tão pouco de testar humanos, mas compreende que precisa sim se juntar ao CRUEL e desenvolver a tal cura para o Fulgor; dentre todos os lados ela acaba optando pela racionalidade, enquanto Thomas e seu grupo se pautam no lado sentimental. Por isso, a personagem é tida por grande parte do público, que acompanhou sua trajetória apenas pelos filmes, como fria e uma traidora, quando na verdade ela é bem mais complexa do que isso.

Apesar de poder questionar diversos assuntos morais, “A Cura Mortal” prefere focar na ação, deixando questionamentos intrínsecos ao material base de lado. As cenas de ação aqui são muito boas e tecnicamente bem executadas, há uma boa utilização do CGI aliado aos efeitos práticos que contribuem para que as cenas não pareçam apenas coisas computadorizadas. Há pelo menos três cenas que me agradaram bastante, a da abertura envolvendo uma tentativa de resgate, a do meio do longa envolvendo os Cranks e uma das últimas cenas que é bem longa e tensa!

Eu gosto bastante do que fizeram com a fotografia aqui, que não foge muito do que já foi feito nos outros filmes da trilogia. Há a diferença de tons quentes e frios quando se retrata Thomas e seus companheiros e Teresa e as instalações da CRUEL (como você pode ver nas fotos) e toda a sujeira e destruição intrínsecos à um mundo pós apocalíptico estão ali só para deixar a fotografia ainda mais bonita.

Sobre os vilões, Ava Paige (Patricia Clarkson) está menos robótica aqui do que estava no filme anterior e isso é bom! Porém, sua conclusão é bem fraca e o seu ajudante Janson (Aidan Gillen) só está ali para dar sorrisinhos de lado e ser inconveniente.

“Maze Runner: A Cura Moral” encerra a trilogia de forma digna, é claro que há diversas diferenças entre o material original e o que foi feito para o cinema, isso é indiscutível e não vou me apegar a isso, porém, conseguiram manter uma das grandes características de toda a trama, a irmandade entre Thomas, Newt e Minho e encerrar todos esses núcleos da forma mais correta e compreensível entregando aquilo que vimos desde o primeiro longa, lições sobre amizade, fraternidade, amor e sacrifício por um bem maior. A minha única ressalva é o fato do filme deixar uma coisa muito grande sem conclusão, um erro para um longa que é o último filme de uma trilogia e isso talvez decepcione um pouco as pessoas que são fãs apenas do que puderam ver no cinema. Dica: Vá ler os livros!

Quantos cafés “Maze Runner: A Cura Mortal” merece? Minha cabeça diz: esse filme merece um 3,5 de 5, mas como sou mais Thomas do que Teresa:

3 comentários sobre “CINEMA: Maze Runner – A Cura Mortal

  1. Ana Ramos disse:

    Como eu sou mais Thomas que Teresa, morri de rir HAHAHAHA
    Eu nunca li os livros, mas achei os filmes bem legais. Não sei se vou ao cinema para assistir, mas um dia vou ver com certeza, fiquei bem curiosa com o final do segundo.
    Agora ler os livros é uma vontade que eu não tenho porque os comentários do Paulinho sobre as diferenças entre os dois e como o filme supera muuito o livro, daí achei que era melhor ficar só com a ação e os filmes e tá tudo bem.
    Boa crítica! Gostei demais da forma como eles usaram a paleta de cores para acentuar a diferença entre os personagens 🙂
    Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.