MAIO SCI-FI: OTHERLIFE

“Otherlife” (2017) é um filme de mistério e ficção científica australiano dirigido por Ben C. Lucas com Jessica Da Gouw, T.J. Power e Thomas Cocquerel no elenco.

Após inventar um software biológico que produz realidades virtuais que mudam a percepção do tempo, Ren Amari (Jessica Da Gouw) se desentende com seu sócio Sam (T.J. Power) sobre como usar sua poderosa criação.

Ren Amari é uma programadora habilidosa que criou e aprimora um software biológico que permite ao usuário ter experiências e sensações praticamente reais. Esse software se utiliza da química para fazer com  que o cérebro reproduza experiências falsas, assim, o usuário pode viver um dia incrível esquiando enquanto está no ônibus à caminho do trabalho. O Otherlife permite que o usuário viva dias incríveis em minutos e a experiência chega a ser surreal de tão realística.

A criação desse software biológico foi motivada por um acidente que aconteceu com seu irmão Jared (Liam Graham), o acidente o deixou em estado de coma e sua irmã Ren Amari acredita que o software pode salvá-lo. Essa fé de Ren é baseada em sua crença de que seu irmão pode optar por um caminho diferente ao que levou a sofrer o dano cerebral e assim, recuperar-se e sair do coma.

O problema é que Ren precisava de recursos para levar suas pesquisas para frente e é aí que vê em Sam uma salvação, juntos, os sócios constroem a empresa Otherlife, sendo ela responsável pela programação, desenvolvimento e testes das experiências e ele pela parte financeira, publicitária e mercadológica do produto.

Pressionada pelo prazo de lançamento do Otherlife, pela falta de avanços no quadro do irmão e as insistentes negociações e escolhas tortas de Sam, Ren comete um deslize que acaba por favorecer os planos de seu ganancioso sócio.

Assim, Ren se vê tendo que fazer uma escolha difícil, ainda sem saber que na verdade está sendo mais lesada do que aparenta. Sam tira Ren de seu caminho e desvirtua totalmente o propósito do Otherlife em função do lucro pessoal, minha língua está coçando para dizer no que Sam transforma o Otherlife, mas para saber você terá que assistir ao filme.

“Otherlife” é um filme com uma boa premissa e boas atuações, porém escorrega um pouco na falta de inventividade estética e em alguns momentos da montagem que ocasionam alguns furos de roteiro, há também aqui algo que faça com que o filme seja memorável no gênero, coisa que ele tinha possibilidade de alcançar, mas só consegue alcançar o patamar de “bom”.

O grande feito de “Otherlife” é trazer uma figura feminina forte e poderosa para a ficção-científica que é um gênero tão carente de figuras femininas com papeis importantes, a Ren Amari de Jessica Da Gouw é um grande achado no meio de tudo isso e um fio condutor de esperança para que tenhamos mais mulheres protagonizando boas obras do gênero.

Quantos cafés “Otherlife” merece?

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