MAIO SCI-FI: THE TITAN

“The Titan” é um filme de ficção científica dirigido por Lennart Ruff, com Sam Worthington, Taylor Schilling e Agyness Deyn no elenco, o longa original da NETFLIX estreou em Março.

Não há grandes novidades no enredo do longa, a Terra está tornando-se inabitável devido à escassez de recursos naturais e a destruição causada pelo homem, diante disso, pesquisadores chegam a conclusão de que precisam encontrar um novo lugar para a humanidade e, como já se provou ser difícil encontrar algum planeta com condições de vida favoráveis, decidem ir pelo caminho contrário e fazer com que o ser humano se adapte ao novo lar.

Rick Janssen (Sam Worthington) é um dos militares que se voluntariam para o programa, com total apoio de sua mulher Abi (Taylor Schilling), uma doutora que por conhecer e admirar o trabalho do responsável por coordenar as experiências pelas quais seu marido e os outros voluntários serão submetidos, sente-se totalmente confortável e crente na salvação da espécie e até se orgulha de ter seu marido como parte integrante dessa evolução.

Então, Rick e sua família se mudam para instalações militares e o militar inicia seu treinamento e os processos de transformação começam a surtir efeito. Esses processos visam a adaptação do homem às condições extremas de uma das luas de Saturno, o novo lar para a humanidade.

Tudo aparenta estar correndo bem, até que recrutas começam a sucumbir ao treinamento, aos poucos todo o conforto e familiaridade que Abi tinha com a pesquisa se dissolve e dá lugar à preocupação e ao medo, pois seu marido está se transformando em algo que definitivamente não é mais humano.

Além de abordar, mesmo que superficialmente, a questão do esgotamento dos recursos naturais, o roteiro diz muito sobre o papel que o homem desempenha em sua própria destruição e como ideias que nascem puras podem ser facilmente corrompidas pela ganância e estupidez do ser humano quando ele se eleva ao patamar de criador.

Toda essa arrogância é aqui colocada por meio do personagem de Tom Wilkinson, o Prof. Martin Collingwood, responsável pelas experiências e por gerir a equipe incumbida de realizar os procedimentos e até mesmo responsável pelo contingente militar que “cuida” para que nada fuja ao controle do que foi pré-estabelecido. O vilão da trama sabe manipular, isso fica evidente principalmente em suas conversas com Abi, onde ele tenta levá-la a crer que tudo está sob controle e que as contingências que estão ocorrendo eram previstas.

Os efeitos visuais do longa são competentes e bem colocados tendo em vista o orçamento curto com o qual o projeto foi realizado, a atmosfera é bem construída, os experimentos são instigantes e o clima de tensão até que funciona, mas o longa acaba ficando só nisso. Há previsibilidade aqui em praticamente todos os elementos, o roteiro não ousa e tudo que vemos em tela parece apenas mais do mesmo do que já vimos em trocentos filmes do gênero. Faltou um pouco de criatividade e inventividade na execução, pois a premissa até que era interessante.

“The Titan” é um filme que com toda a certeza vai passar batido por muita gente, não é uma obra a se recordar, não é relevante ou revigorante para o gênero, mas também não é nenhuma bomba. Com um argumento interessante, bom uso de efeitos visuais, uma atmosfera instigante e uma curiosidade mórbida acerca da transformação do Rick, o longa consegue te prender e não te fazer voar como promete.

Quantos cafés geneticamente modificados “The Titan” merece?

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