CINEMA: ESCAPE ROOM

“Escape Room” é o mais novo projeto do diretor Adam Robitel, responsável pela sequência mais recente da franquia “Insidious”, o filme chamou atenção do público pelo sucesso do escape room, um jogo onde os participantes precisam procurar pistas para conseguir sair de um quarto temático, porém com um resultado mais sangrento para aqueles que não conseguem escapar.

A premissa do filme é bem simples, seis estranhos se encontram em um escape room à partir de convites misteriosos que chegam pelos correios, uma vez no jogo eles precisarão usar a inteligência para sobreviver às armadilhas das salas. Nesse grupo de estranhos estão Zoey (Taylor Russell), uma jovem nerd introspectiva com um ótimo poder de dedução, Amanda (Deborah Ann Woll), uma ex-militar traumatizada pela guerra, Jason (Jay Ellis), um empresário com uma lábia capaz de fazer você vender sua avó, Danny (Nik Dodani), um jovem nerd apaixonado por escape room e videogames, Ben (Logan Miller) um estoquista de supermercado com problemas com a bebida e Mike (Tyler Labine) um personagem tão sem desenvolvimento que eu nem consigo lembrar seu background.

Personagens “devidamente” apresentados, somos jogados na primeira sala e de sala em sala vamos descobrindo a única característica em comum que os seis participantes selecionados possuem. As respostas para escapar das salas estão no passado dos personagens, dessa forma, a montagem do filme intercala entre o jogo e flashbacks na tentativa de mostrar ao telespectador que as respostas para as questões contidas nas salas não são meramente jogadas na tela, embora sejam.

Ok, talvez eu esteja sendo um pouco ácido demais, vou falar um pouco sobre o que eu gostei no filme para amenizar essa primeira impressão que você está tendo do meu texto. As salas, que são os personagens principais do filme, são bem criativas e eu gostei de absolutamente todas, destaque para a sala invertida ambientada em um bar onde os jogadores precisavam encontrar uma combinação antes que o teto, que na verdade era o chão, ceda e todos sejam lançados para o beleléu. Gostei bastante da premissa do longa, acredito que se aprenderem com as falhas desse primeiro, poderemos ganhar uma franquia incrível de se acompanhar com muita pipoca e refrigerante, além disso, a cena de abertura do filme, que também guarda um plot twist, é de tirar o fôlego!

O maior problema que eu tive com o filme foram os personagens, eles são extremamente rasos e estereotipados, não há desenvolvimento suficiente para que o público se importe com eles o que é uma falha bem séria para filmes desse gênero. Outro problema grande foram as constantes comparações com “Jogos Mortais”, se você gostava da franquia e acha que vai ver um filme que vai te deixar com o coração quentinho, achou errado.

Eu como fã da franquia “Jogos Mortais”, não acho muito justo comparar as duas obras, falta inventividade em “Escape Room”, para ser mais explícito, as armadilhas do Jigsaw são bem mais inteligentes do que os mistérios os quartos entregues nesse filme. Não há momentos onde o telespectador tem a sensação de participar da investigação dos quartos, eu lembro muito bem que em “Jogos Mortais” eu sempre ficava tentando desvendar as armadilhas e ficava muito bravo quando a resposta estava literalmente na cara da vítima e ela escolhia a pior opção possível. Preciso deixar claro que nem de longe “Jogos Mortais” é uma franquia super maravilhosa, há diversas falhas grotescas e continuações dispensáveis, mas pelo menos tem uma imersão que faria de “Escape Room” um filme bem melhor caso o diretor tivesse trabalhado isso.

“Escape Room” é um filme divertido com uma proposta muito boa, mas com uma execução repleta de erros. Sem inventatividade, desenvolvimento dos personagens ou fator de imersão do público, o que seria essencial em um filme onde personagens estão em um jogo, embora possua conceitos interessantes o suficiente para que o publico fique curioso, embora não sedento, por uma continuação. Eu sinceramente torço para que os problemas sejam acertados e que Escape Room se torne uma franquia incrível, mas infelizmente,não foi dessa vez, principalmente com aquele final um tanto quanto estranho.

Quantos cafés “Escape Room” merece?

Um comentário sobre “CINEMA: ESCAPE ROOM

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