CINEMA: VINGADORES – ULTIMATO

“Vingadores: Ultimato” não é somente a conclusão da saga cinematográfica da Marvel envolvendo as joias do infinito, caso eu estivesse falando da mídia matriz desses filmes, Ultimato seria o fim de um arco de história que se iniciou em abril de 2008 com o primeiro “Homem de Ferro” e foi se expandindo, se entrelaçando e nos entregando o universo de super-heróis tão sonhado por nós, fãs das histórias em quadrinhos. Com diversos personagens, conexões, diferentes tons, ameaças, arcos individuais e aprendizados em equipe, o MCU se consolidou como um exemplo de como se construir um universo cinematográfico e aqui, em “Ultimato”, chegou a hora da difícil missão de juntar todos esses onze anos de produções cinematográficas, amarrar todas as pontas que eventualmente ficaram soltas, para só então começar a pensar em novos rumos, novos arcos e uma nova Marvel nos cinemas.

Após os devastadores eventos de “Vingadores: Guerra Infinita”, quando o titã louco Thanos (Josh Brolin) finalmente conseguiu realizar sua ambição de dizimar a metade da população mundial em prol daquilo que julgava ser a única forma de fornecer qualidade de vida para os remanescentes, tendo em vista o inevitável esgotamento de recursos naturais, os Vingadores que não foram vítimas do estalar de dedos precisam descobrir como seguir com suas vidas após sofrerem uma primeira derrota com consequências tão sérias.

Consequência seria a palavra que melhor descreveria “Ultimato”, o peso das consequências do estalar de dedos de Thanos são apresentados de forma crível e afeta cada sobrevivente de uma forma diferente, mas em todos eles há um sentimento em comum de inconformismo com a situação, porém, é a Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) a personagem que mais se recusa a aceitar a nova realidade e se agarra à qualquer possibilidade que apareça para reverter o mal causado pelo Titã louco. A chegada de Carol Denvers (Brie Larson) e o retorno de Scott Lang (Paul Rudd) do Reino Quântico apresentam novas possibilidades e a esperança é reacendida nos corações dos derrotados e é nos exercícios de tentativa e erro que esses mesmos corações se fortalecem o suficiente para fazer ressurgir a chama que parecia ter sido apagada da nossa realidade, é lindo ver nossos heróis dispostos a fazer o máximo para reverter a derrota, para reverter o erro, mesmo que isso tenha um custo alto, olha a consequência aqui novamente.

Fazia um tempo que eu não transitava por um espectro de sentimentos tão diferentes durante a exibição de um filme, “Ultimato” me fez vibrar, gritar, rir, me arrepiou em diversos momentos e me fez derramar lágrimas sim e não tenho a menor vergonha de dizer isso. Acompanhar esses personagens por todos esses anos, seus desenvolvimentos, seus momentos de queda e retomada, aproximaram muito o público de suas histórias e é inevitável não se sentir parte da família Vingadores, assim como é inevitável passar por um grande espectro de sentimentos e sensações ao ver essa família lutando com todas as suas armas para se manter de pé enquanto procura restabelecer a ordem de um universo inteiro.

A trilha sonora, o roteiro, a fotografia e as atuações aqui demonstram o auge da Marvel nos cinemas, mais uma vez as conexões entre os universos desse grande multiverso foram se estabelecendo de forma orgânica, os acontecimentos do filme são tão fluídos quanto os de “Guerra Infinita” e em nenhum momento o telespectador sente que está assistindo à um filme seguro de super-heróis, onde o bem prevalecerá no final, até porque Thanos já nos provou que nem sempre é isso que acontece. Essa exposição da fragilidade e da humanidade dos nossos tão queridos e até então onipotentes super-heróis fazem da assistência de Ultimato uma experiência tensa, onde o telespectador sabe que sacrifícios serão feitos inevitavelmente para se alcançar o objetivo maior.

“Vingadores: Ultimato” encerra com manopla dourada um arco incrível de filmes que fizeram as histórias em quadrinhos tornarem-se populares no mainstream, é inegável a contribuição que esses filmes trouxeram para a cultura pop e o quanto conseguiram introduzir as histórias em quadrinhos para um novo público enquanto aquecia o coração do nerd que sempre sonhou em ver seus bonecos ganharem vida nas telonas de cinema. É claro que o filme não é perfeito e nem todas as escolhas de roteiro vão agradar todos os fãs, há uma em específico que me deixou bem triste, porém é inegável o peso dessa conclusão, com toda a certeza o MCU não será mais o mesmo após os eventos de “Ultimato”, e mesmo precisando de um tempo para refletir sobre os eventos desse longa, mal posso esperar para conferir o que virá a seguir.

Quantos cafés “Vingadores: Ultimato” merece?

3 comentários sobre “CINEMA: VINGADORES – ULTIMATO

  1. Mirosmar Camargo disse:

    Resenha incrível, super ahazou. Estou bem empolgado para assistir ele, o marketing tá ajudando. Kkkkkk Só conheço muito por ouvir falar dos filmes e tal, já assisti pedaços de alguns. Mas esses dias comecei a maratonar os filmes todos.

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