SÉRIE: OZARK – 3ª TEMPORADA

“Ozark” é uma série dramática original da Netflix criada por Bill Dubuque e Mark Williams, estrelada por Jason Bateman, que também dirigiu dois episódios dessa terceira temporada (Civil Union e War Time), Laura Linney, Julia Garner e grande elenco.

Após os eventos da segunda temporada, Wendy Byrde (Laura Linney) precisa lidar com as consequências de ter tomado os holofotes para si. Cada vez mais ambiciosa, começa a traçar planos para expandir os negócios do Cartel de Omar Navarro (Felix Solis), buscado alternativas de negócios limpos para garantir uma fonte de renda e uma fortuna que não poderá ser bloqueada pela justiça. Esse nova ideia de Wendy agrada Navarro, que esta no meio de uma guerra entre cartéis e não sabe ao certo se poderá garantir um futuro par sua família, caso seja pego, mas a nova “parceira de negócios” ainda não é digna de sua confiança integral e por isso, ele pede para que Helen Pierce (Janet McTeer) se mude para Ozarks e fique de olho nos Byrde.

Dessa forma, Wendy representa um contraponto muito forte aos planos de seu marido. Marty (Jason Bateman) quer seguir os planos conservadores do trabalho que já vem desempenhando há algum tempo, para ele, chamar atenção de Navarro não é uma boa ideia, expandir os negócios do Cartel correndo o risco de exposição, também não parece algo muito certo, seria melhor seguir com o plano e esperar que os cartéis se destruam para que a família possa se livrar desse inferno de uma vez por todas, mas Wendy não concorda, mesmo quando o FBI entra na jogada para colocar mais pressão sobre o trabalho de Marty, que precisará evitar com que a esposa se envolva ainda mais com o Cartel, que sua lavagem de dinheiro não seja descoberta pelo FBI e que o gênio forte de Ruth (Julia Garner) não estrague seus acordos.

Os Byrde entram em desacordo sobre o que seria ou não melhor para a família, como se não bastasse todas as cartas que já estão na mesa, Ben (Tom Pelphrey), o irmão bipolar de Wendy aparece para passar um tempo na casa da família e se apaixona pela cabeça mais dura da série, sim gente, a Ruth!

A terceira temporada é marcada pelos desacordos e embates entre Wendy e Marty, com direito a sabotagens, escutas e até mesmo extorsão da terapeuta familiar. Todas essas sabotagens cometidas por ambas as partes fazem com que diversas das tentativas de Wendy de ganhar a confiança de Navarro falhem, dando espaço para que Helen crie suas próprias estratégias para se provar mais útil do que os Byrde. Essa temporada poderia ser descrita como a temporada da faquinha nas costas, pois os personagens estão constantemente tramando uns contra os outros para provar seu ponto ou obter vantagens maiores.

A dinâmica da terceira temporada me agradou bastante, essa crise entre Wendy e Marty, a eminente ruptura e os perigos que essa separação poderiam incorrer para toda a família e para os rumos da série me deixaram bem dividido, pois eu não sabia por quem torcer. A adição de Ben também foi muito acertada e funcionou muito para causar e também para resolver alguns problemas chave da trama, eu gostei bastante do personagem, mas reconheço que em diversos momentos ele soa caricato e exagerado.

Essa temporada também é marcada por algumas das marcas registradas da série, o constante clima de tensão, a fotografia fria, os plot twists que fazem o telespectador arregalar os olhos de surpresa e aquela trilha sonora que parece uma bomba relógio, fazendo com que você assista a série o tempo todo esperando que algo de muito ruim aconteça.

As atuações estão incríveis, Tom Pelphrey está um pouco forçado demais no papel de Ben, mas nada que prejudique suas cenas, a dupla Laura Linney e Janet McTeer dão um show de atuação conferindo cenas tensas devido à relação sórdida e cheia de mentiras que elas constroem e a dupla Jason Bateman e Julia Garner continuam com aquela química perfeita em cena. Por falar em Julia Garner, senti que ela foi deixada um pouco de lado nessa temporada em prol do drama conjugal dos Byrde, mas isso não significa muito, pois a atriz consegue muito mesmo tendo menos a apresentar e é impossível tirar os olhos da tela quando a caipira boca suja mais amada da Netflix aparece em cena.

Após aquele final extremamente bombástico, eu estou muito curioso sobre como será a quarta temporada da série, ainda não confirmada pela Netflix, não só por conta da decisão do Navarro, mas também pela opção da Ruth que me deixou com um aperto gigante no coração, pois amo as interações dela com o Marty, bem, se seguir o exemplo das temporadas anteriores, a próxima será ainda melhor.

“Ozark” é uma das melhores séries originais da Netflix e ainda muito pouco conhecida, com personagens muito bem construídos e confrontados constantemente com diversos dilemas morais, atuações de cair o queixo, um clima de tensão que te faz assistir todos os episódios com uma constante sensação de perigo, mas sempre sedento por mais, essa é sem dúvida um dos melhores trabalhos dramáticos que vi nos últimos tempos.

Quantos cafés a terceira temporada de “Ozark” merece?

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