MÊS DO HORROR ANO 4

Em outubro de 2017 nascia o especial Mês do Horror, um evento que entrou de vez para o calendário do blog devido ao meu amor pelo gênero e o retorno positivo e interação de vocês com o conteúdo produzido.

O terror e seus inúmeros subgêneros são os meus favoritos, acompanhar estórias de pessoas sendo inseridas em situações extremas e descobrir como elas vão lidar com isso, imaginar como eu lidaria e analisar as mudanças, para o bem ou para o mal no comportamento humano, são coisas que sempre me fascinaram.

A “graça” no terror, pelo menos na minha concepção, vai muito além dos sustos, do sangue jorrando e das criaturas tão terríveis que sequer nossa imaginação consegue cogitar a aparência, o que me intriga no gênero é ver como uma pessoa reagiria ao saber que há uma criatura que pode matar no reino dos pesadelos e como esse conhecimento a faz desejar nunca mais dormir novamente, me intriga o que se passa em âmbitos racionais e emocionais de uma mãe  que precisa manter um filho à salvo de um cachorro assassino contaminado pela raiva, ou de um marido ensandecido que os persegue com um machado pelos corredores de um hotel assombrado por criaturas parasitas. O terror ao meu ver sempre foi mais sobre investigar os limites do ser humano do que pulos prenunciados por uma trilha sonora estridente, o terror desperta o nosso instinto de autopreservação.

Esses são alguns dos motivos pelos quais Stephen King é o meu autor favorito, por exemplo, pois em suas obras o autor expõe o ser humano comum à uma situação extrema e estuda as possibilidades de reações para sair ileso da sinistralidade ao qual é exposto, essa luta pela sobrevivência, pela autopreservação, por manter sua sanidade, a vida de sua família e o mundo como você o conhece intactos fazem do gênero também um exercício de autoconhecimento, quando conseguimos trazer aqueles eventos extremos para a nossa realidade e cogitar nossas próprias reações para sairmos ilesos.

Esse ano tem sido um grande exercício de autoconhecimento e sobrevivência frente a eventos extremos. Vimos pessoas sensatas tomando todas as precauções necessárias para evitar a contaminação pelo COVID-19, presenciamos pessoas no poder relativizando a letalidade do vírus e cometendo diversos atos irresponsáveis que foram e continuam sendo graves atentados contra a vida. Grupos de fanáticos religiosos e políticos seguindo líderes com ideias estapafúrdias atribuindo o vírus a uma possível segunda vinda do Messias, uma prova que teríamos que passar para nos limpar de nossos pecados, ou ainda à argumentos para justificar xenofobia, a violência policial  cada vez mais descarada e letal contra a população negra, as tentativas de afastar a população mais pobre da cultura e a falta de perspectiva ao perceber que com todas essas coisas terríveis, o vilão ainda parece estar longe de ser derrotado, pois a maldade, a segregação, o preconceito, o ódio e a falta de humanidade parecem ter se tornado apenas questões de opinião. Fica até difícil temer a criatura no escuro, quando se precisa enfrentar tantas ameaças às nossas vidas em plena luz do dia.

Ano passado convidei os leitores do blog a enviar suas histórias assustadoras via e-mail e com o material que recebi gravei um episódio especial de podcast com as histórias dos leitores, a experiência foi bem divertida e esse é um dos meus episódios favoritos do podcast. Esse ano decidi repetir a dose, então se você tem alguma história assustadora para contar, envie para umcafecomluke@gmail.com, caso eu receba algumas histórias gravarei um episódio que irá ao ar no final do mês de Outubro.

Mais uma vez convidei meu amigo John, da página @meusolhossaocastanhos, para criar a arte do projeto. Pensando em um tema para a arte desse ano, acabei esbarrando em um dos personagens mais icônicos do terror para crianças que nasceram na mesma época que eu, tenho amigos que ainda hoje torcem o nariz para o simpático Chucky, mesmo após terem ridicularizado totalmente o personagem nas sequências de “O Brinquedo Assassino”, fato é que depois de “A Hora do Pesadelo”, esse foi um dos filmes que eu mais assisti durante a minha infância, eu cheguei ao cúmulo de decorar as falas do ritual de reanimação que a Tiffany recita várias vezes na sequência “A Noiva de Chucky”, é sério! Mas não é só isso, a ilustração de divulgação do quarto ano do Mês do Horror está cheia de referências à filmes de terror que eu gosto muito, consegue identificar todas?

Não vou fazer nenhuma meta de postagens para o Mês do Horror esse ano, mas se batermos a meta, dobraremos a meta ok? Minha vida fora da internet anda bem intensa por conta do trabalho e não estou conseguindo criar conteúdo com a frequência que eu costumava, mas vai dar tudo certo! Antes de encerrar esse post preciso deixar aqui um aviso muito importante sobre uma coisa que vocês gostam muito, SORTEIOS!

Os sorteios do Mês do Horror esse ano ocorrerão em um formato diferente do que eu costumo fazer, não vai ser naquele esquema de marcar amigos em comentários na foto do Instagram, pois quero premiar quem realmente acompanha o conteúdo que produzo. Posso adiantar que os sorteios ocorrerão em um esquema “no susto” estou muito conceitual esse ano, você só vai precisar acompanhar o conteúdo do blog por aqui e na página do Instagram.

Obrigado por continuar acompanhando o blog depois de tanto tempo, se você está chegando agora sinta-se à vontade, um grande abraço e até o próximo café!

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